O Cão Lobo Tchecoslovaco é um animal de forte vínculo com sua família. Herdando o instinto de matilha de seus ancestrais, ele não vê o dono apenas como companheiro, mas como parte essencial de sua sobrevivência emocional. Por isso, períodos prolongados sozinho podem gerar comportamentos destrutivos, uivos incessantes ou até automutilação. Antes de considerar essa raça, é fundamental entender que a independência não é natural para ela — é algo que precisa ser ensinado desde cedo. Nesta página, vamos explicar por que a ansiedade por separação é tão comum no Cão Lobo, como identificar os sinais e, principalmente, como trabalhar para que ele aprenda a lidar com sua ausência de forma segura e equilibrada.
Ao pesquisar sobre o Cão Lobo Tchecoslovaco, uma das primeiras informações que aparece é que ele é um animal de matilha, que não lida bem com a solidão e precisa de contato constante com a família. Isso é verdade. No entanto, na vida real, nem sempre é possível estar em casa o tempo todo.
A maioria das pessoas trabalha cerca de oito horas por dia, e ainda existem saídas inevitáveis, como compras, compromissos e eventos. Nessas situações, o ele precisará ficar sozinho. Por isso, é fundamental ensiná-lo a lidar com esse momento desde cedo. A ideia de que nunca ficará sozinho porque sempre haverá alguém com ele soa bonita, mas não é prática.
Ele pode, sim, ficar sozinho — só precisa aprender, assim como aprende qualquer outro comando ou comportamento. A raça herdou do lobo o modo de vida em grupo. Na natureza, um indivíduo isolado não sobrevive. A matilha é o que oferece segurança, alimento e pertencimento.
Quando um Cão Lobo Tchecoslovaco não foi treinado para lidar com a ausência e se vê sozinho, encara isso como se tivesse sido expulso da matilha — e essa, para ele, é uma das piores experiências possíveis.
O maior erro é deixar para treinar isso apenas quando ele já estiver extremamente apegado, pois nesse ponto ele pode não aguentar nem cinco minutos sem você, reagindo com uivos altos, destruição e tentativas de fuga. Nunca retorne enquanto ele estiver chorando ou latindo, pois isso reforça o comportamento indesejado.
Espere pelo silêncio, entre de forma tranquila, elogie sem exagero e siga a rotina. Se o choro persistir, entre, repreenda com um “não” firme, mas sem liberar. Em cães adultos, o processo é mais demorado e desgastante, e exige paciência tanto do dono quanto dos vizinhos.
A questão é que se você deixa-lo no quintal, assim mesmo - solto, ou no apartamento, dentro de casa, ele vai tentar a todo custo fugir para ir atras de você, e no processo vai destruir tudo a sua volta.
SÉRIO! Isso não é um exagero, eles são realmente destruidores e mestres da fuga. Portanto, o cercado ou a gaiola não tem a ver com o fato de você não gostar dele, mas com a segurança dele, quando ele escapa, as consequências sao graves e pode terminar em morte do seu Cão Lobo.
Mesmo Cães Lobos Tchecoslovacos que antes toleravam a solidão podem, após uma experiência traumática, desenvolver apego excessivo e recusar-se a ficar sozinhos, e nesses casos é preciso identificar a causa e trabalhar para reverter o quadro. A segurança do cercado é outro ponto que não pode ser negligenciado. Ele precisa estar muito bem trancado, com fechaduras seguras e reforços contra fuga.
Muitas gaiolas vendidas no mercado não resistem a um Cão Lobo, por isso vale a pena investir em materiais que ele não consiga morder, sem frestas entre teto e paredes, e com reforço nas travas. Se ele descobrir que pode escapar, a situação vira um desafio constante — você cria barreiras e ele se dedica a superá-las.
Aqui no Brasil não é fácil achar gaiolas, conhecidas como "create", porem caixas transporte são investimento necessário para um proprietário de Cão Lobo Tchecoslovaco. Elas serão muito úteis para ensinar seu exemplar a ficar sozinho, aprender a se acalmar, uma toca um lugar seguro onde ele saberá que pode ficar ali seguro até a sua volta. Uma das marcas aconselhadas é a Vari Kennel, são resistentes e vão te ajudar a conter seu monstrinho do apocalipse.
Alguns começam a tentar desde cedo, outros só desenvolvem interesse por fuga anos depois. A prevenção é a melhor estratégia, pois basta uma única fuga para que ele corra riscos sérios, inclusive de morte.
